domingo, 22 de abril de 2012

É assim

Pode ser mais sôfrego, mais esfomeado, mais bruto ou irracional. Ou pode ser mais carinhoso, comedido, calmo e ponderado. Pode ser uma mistura de tudo ou até um pouco de nada...

Mas há algo que existe sempre: amor, respeito, anseio. Duas pessoas que se amam e gostam de se partilhar. Confusão, paixão, coordenação. Um respirar mais fundo e uma palavra solta que significam todo um mundo de emoções. Um abraço apertado e um beijo que selam tudo o que sentimos...

É isso que vivemos juntos, porque separados não tem nem metade da piada. É isso que nos permite conhecer-nos melhor e colorir parte das nossas vidas...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Actualização

Ora, como quem é vivo (quase) sempre aparece, cá estou eu de novo para vos dar notícias da minha emocionante vida.

Nestes últimos tempos tem sido mestrado-casa-mestrado, por isso nem tenho escrito ou reflectido muito. Estudar para os exames também ocupou algum tempo e neurónios, por isso a coisa tem andado fraquita…. Mas agora estou livre de novo para pensar em temas interessantes, que vão gerar grande debate e aumentar exponencialmente o número de visitantes aqui do sítio! (ah ah ah, não me faças rir)

O primeiro ano de mestrado está, em princípio, terminado e com uma média bem jeitosinha, por isso não me posso queixar (já só me falta saber uma nota, por isso acho que posso estar optimista). Agora o objectivo é aproveitar o Verão, o sol e o tempo passado fechada entre 4 paredes de um edifício administrativo.

Pois é gente, comecei na semana passada o meu estágio de Verão e já aprendi um monte de coisas. Já passei umas horitas agradáveis a lamber papel e a olhar para tabelas enormes cheias de números (quem me manda a mim querer ser contabilista??) e aposto que isto não fica por aqui, até porque os trabalhos mais chatos vão sempre para os estagiários. O que vale é que ainda não comecei a tirar fotocópias e a organizar dossiers, mas isso parece que é trabalho de consultor fiscal (visto que era o que eu mais fazia há um ano atrás, hehe). Aqui o ambiente é agradável, as pessoas são muito simpáticas e disponíveis, por isso acho que é tudo uma questão de tempo até desemburrarmos e começarmos a fazer coisas verdadeiramente interessantes.

Quanto às coisas lá por casa, para quem ainda não sabe (deve ser muito pouca gente, porque eu sou uma chata com isto), tenho um cachorrinho novo!!! É o Beni e é uma coisa pequenina, linda, fofa, gorda, refilona e mal mandada. Mas tenho de lhe dar o desconto, porque o bicho só tem 2 meses, por isso é normal que faça mais asneiras. Além disso, tem o (mau) exemplo do pai (o Bento), que regressou à infância e tudo o que o pequeno faz, ele decide fazer também, mas 10 vezes pior (até porque tem 10 vezes o tamanho e força dele).
 
Como podem ver, a minha vida continua muito colorida. Só espero que o bom tempo não vá embora tão cedo, a ver se ao final da tarde ainda consigo apanhar um bronze, para ser eu a ganhar cor.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Acordo ou desacordo

Este tema é velho, antigo, chato e já cheira mal de tanto que foi discutido. Contudo, como eu não quero que este seja um blog exclusivamente de patetices, decidi dar a minha opinião sobre a maravilha que é o Acordo Ortográfico (AO). Cada vez que leio algo sobre o assunto fico com os nervos em franja, prontinha para matar quem teve a ideia de impor uma coisa destas. Pois, sou contra, muito contra!

Até compreendo que a língua portuguesa precisasse disto para evoluir, ou que Portugal possa beneficiar de uma maior aproximação à língua de outros países, mas algumas alterações parecem-me um bocado abusadas.

Portanto, não podemos escrever Egipto (agora é Egito, porque não se lê o P – eu leio, mas se calhar sou um ser à parte), mas podemos escrever egípcio… hum, parece simples de aprender. É um “fato” (de vestir?) que assim se poupam caracteres nas sms e no twitter, mas, debaixo do meu “teto” (que deve ser o marido da teta, desculpem a viragem para a ordinarice), o AO não entra tão cedo.

Eu, que sempre fui um pouco sensível a erros ortográficos, que me ferem os olhos de cada vez que os vejo, agora quase fico cega quando tento ler um jornal ou uma revista. É que não há condições! Tal como li num comentário a um outro post sobre este assunto, ler algo passou a ser um exercício de interpretação e não um mero prazer. Isto porque me deparo com maravilhas como “espetador” (que é aquilo que serve para espetar, certo? Ah, não? São as pessoas que assistem a “espetáculos”!) e frases como: “agora as pessoas tem” (em vez de têm) e “agarrar o cão pelo pelo”.

Sei que não sou a única a pensar assim, mas também sei que não há muito que possamos fazer para evitar esta mudança. É claro que podemos sempre armarmo-nos em Saramago e dizer que é uma coisa artística, mas a verdade é que daqui a uns tempos quem não escrever segundo o AO vai estar a escrever com erros. E isso será tão mau como aqueles que hoje atropelam a nossa língua (pelo menos aos olhos das criancinhas que hoje estão a aprender a ler e escrever).

O que me vale é que as cores da minha vida não precisam de acertos ortográficos, porque continuam bem escritas…

segunda-feira, 14 de março de 2011

Coisas à hora de dormir

Confesso que nunca percebi muito bem o stress de algumas personagens de filmes/séries em “obrigar” os homens a baixar a tampa da sanita. Até já vivi numa casa onde essa era uma das condições (ainda que meio na brincadeira) para que os rapazes lá pudessem passar a noite, mas nunca liguei muito a isso. No entanto, quando se vive com uma rapariga que mais parece um homem preguiçoso, começa-se a reparar neste tipo de coisas. Eu juro que a minha colega de casa deve ser um homem escondido (atrofiadinho de todo) num corpo de mulher. Senão vejamos:

- Adora deixar cabelos na banheira, incluindo depois de fazer a depilação (ou barba…)

- Recusa-se a lavar a loiça depois de a usar, chegando mesmo a guardá-la no quarto para não ouvir raspanetes por ter a loiça suja na cozinha

- Deixa a tampa da sanita levantada!!!

E pronto, para mim esta é a prova fulcral! Ela é um homem! E eu acho que me tornei mais mulher por finalmente isto me fazer alguma confusão quando entro na casa-de-banho.

Ai, as cores que me aparecem na vida quando não escrevo nada há séculos…

domingo, 19 de setembro de 2010

Recordações de outros tempos

Pois é, agora que estou de regresso às aulas (a experiência de trabalho não foi assim tão duradoura como isso), deu-me para redecorar o meu quarto, o que me obrigou a remexer em coisas antigas, há muito guardadas em caixinhas, mais ou menos literais, de recordações. Uma das coisas que descobri foi uma letra que uma pessoa muito querida escreveu para mim algures por volta de 2004.

Essa pessoa foi a Joana, a primeira pessoa que eu conheci quando fui estudar para a ESSA. Como fui obrigada a separar-me de quase todos os meus amigos do básico porque escolhi uma área diferente da deles, no ano em que comecei no 10º estava muito desanimada e odiava a nova escola. A Joaninha, que eu descrevi nessa altura como sendo "uma rapariga fantástica e uma querida", foi a minha salvação e animou os meus dias durante os 3 anos que lá passei.

Esta letra foi adaptada por ela para relatar a minha relação com o meu namorado da altura, que me chamava Belinha (que, para mim, é nome de bolacha, apesar de isto ser algo discutível). É suposto ser cantada com a música Comunhão de Bens, da Ágata (para quem não sabe, aquela do "Podes ficar com as jóias, o carro e casa, mas não fiques com ele!!!"). Coisa bonita para quem tinha 15 ou 16 anos. Cá vai...

Vais-te embora, leva as bolachas e as ceroulas daqui!
Vais-te embora, não digas mais, estrelitas pra ti
Mas não me levas a coisa mais linda
As oreo que um dia te comprei
Pois elas são a minha alegria
E o seu recheio para sempre lamberei

Podes ficar com o carro, o dono e as belinhas
Mas nunca com as oreo!
Tira-me tudo na vida e o mais que consigas
Mas não ficas com elas
Podes dizer que eu não presto
Mas dá-me as migalhas e o resto
E vai plantar couvitas
Sua belinha engomada, fofita e apaixonada
E para sempre belinha, e para sempre belinha.


Enfim, para vocês não tem assim tanta graça, eu sei. Mas cá no fundo tenho esperança que a Joaninha ainda não se tenha esquecido de mim e que saiba onde pode encontrar as minhas divagações. Espero sinceramente que um dia ela leia isto e saiba que guardei esta e outras coisas que ela me escreveu e que continuo a sorrir de cada vez que vejo certas expressões que eram tão dela e que quase só fazem sentido quando ditas por ela.
 
Agora que já relembrei estas cores um pouco debotadas da minha vida, vou preparar-me para o regresso à vida de estudante, da qual já tenho algumas saudades.

domingo, 30 de maio de 2010

E ao fim de 5 anos...

Hoje, mais exactamente por volta das 12:30 (penso não me estar a enganar muito), faz 5 anos que comecei a namorar com o André. Foi, como já sabem, uma coisa inesperada, mas que me/nos tem trazido muitas coisas boas e momentos muito felizes.

A quem lê este blog pode parecer que eu e o André só temos momentos lindos e apaixonados, nos quais trocamos palavras e gestos amorosos e carinhoso, como acontece nos filmes. É claro que isto não é verdade. Como qualquer casal que se conheça há tanto tempo (ou até há menos), temos as nossas divergências e as nossas discussões. Temos feitios um pouco diferentes que, por vezes, nos fazem discordar infinitamente um do outro. Cometemos erros e dizemos coisas que não sentimos; não somos perfeitos, tal como ninguém o é.

Durante muito tempo, cerca de 2 anos, talvez, fomos, de facto, um casal muito calminho, muito apaixonado e muito próximo. Nunca discutíamos e quem nos visse num café ou num jardim poderia pensar que tudo tinha começado nesse mesmo dia, tal era o “mel” que nos rodeava. Agora estamos mais maduros, a nossa relação já não é tão feita de sentimentos arrebatadores e incontidos, apesar de continuar a ser visível o quanto gostamos um do outro.

Contudo, uma das coisas que estes 5 anos me ensinaram foi a resolver todos estes problemas que vão, naturalmente, surgindo. Nós resolvemos as coisas falando, dizendo o que pensamos e o que sentimos. Isto faz, não só, com que o outro nos compreenda (ou, pelo menos, possa fazê-lo), mas também permite que o outro nos fique a conhecer um pouco melhor, o que irá ajudar a que, no futuro, evitemos cometer os mesmos erros.

Não somos o casal perfeito, longe disso. Mas aprendemos a viver com as nossas limitações. Esforçamo-nos para organizar a nossa vida, quando o pouco tempo que temos livre de trabalho e aulas tem de ser dividido entre nós e a família. Tentamos reinventar-nos, fazer coisas diferentes e surpreender o outro para que a relação não seja apenas mais uma rotina. Principalmente: aproveitamos o melhor possível o tempo que temos juntos.

Para provar que o que digo é verdade, aqui vão, em jeito de memória, alguns dos bons momentos que marcaram estes 5 anos:

- encontrões no meio das escadas que resolvem todo um conjunto de dilemas, trilemas e quadrilemas sobre “o que vai acontecer quando nos encontrarmos?”;

- coisas feitas às escondidas (no início, quando os papás ainda não sabiam de nada), o que chegou a implicar ficar a apanhar pó debaixo da cama, fechado num sótão ou até no meio da rua em pijama;

- surpresas em datas especiais, que incluem faixas pintadas em pátios de prédios, serenatas à janela, pessoas de t-shirt, caixas enormes cheias de prendas parvas e apresentações com fotos de infância;

- ir de férias com os amigos, dormir juntos pela primeira vez, passar noites inteiras a conversar e assistir a súbitos ataques de sonambulismo (“Não sei se consigo minha senhora, não sei se consigo”);

- ir de férias sozinhos e fazer “vidinha de casal”, cozinhar juntos e dividir tarefas domésticas;

- loucuras de vários tipos em jardins, ruas e outros locais públicos (inclui-se aqui: transporte de caixões e sustos a condutores desprevenidos, bem como qualquer outra coisa que se queiram lembrar);

- viagens prometidas ao Porto e a França que nunca chegaram a acontecer (porque é que isto é bom? O carro podia ter avariado, o avião podia ter caído e podíamos ter sido assaltados e/ou raptados. O mundo é um lugar perigoso, o que é que vocês pensam?);

- dizer que não ia a uma festa e depois aparecer, às escondidas, e dizer “Surpresa”;

- festas cheias de VIP’s em que se acaba pintado dos pés à cabeça, ou molhado, como numa certa festa da espuma;

- jantares e almoços em locais românticos (como o McDonald’s…);

- manhãs, tardes e noites maravilhosas, cheias de miminhos, beijinhos e muitas outras coisas boas (como ataques de cócegas…. Cutchi, cutchi, cutchi!).

Enfim, depois de toda esta racionalização de 5 anos de vida em (semi)conjunto (dissertação esta que, muito provavelmente, não interessa a ninguém) e de muitos momentos deixados para trás, por serem demasiado invasivos da privacidade alheia, todas estas linhas podem, de forma muito simples, resumir-se numa única palavra: AMO-TE.

Só desejo que estas cores, tão cheias de boas vibrações e bons sentimentos, durem mais uns anos na nossa vida.

SURPRESA!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O meu blog

Eu gostava, mas gostava mesmo muito, que o meu blog não fosse a coisa fútil e pateta que é. Não era bem esta a minha ideia quando o criei e sempre pensei que iria conseguir transformá-lo em algo mais interessante. Por exemplo, um local para discutir temas da actualidade e mostrar o meu vasto conhecimento (cof, cof, cof… ai que me ia engasgando…) acerca do que se passa à minha volta. Sempre achei que este podia ser um sítio divertido, cheio de novidades e coisas giras, que as pessoas recomendassem umas às outras….
Pois bem, a realidade não é assim. E isso deixa-me triste! É como se tivesse criado um filho para ser um falhado.
Mas depois ponho-me a pensar: como é que uma pessoa que passa 9 ou 10 horas (no mínimo) enfiada num escritório, rodeada das mesmas pessoas todos os dias consegue ter uma vida emocionante para partilhar com os outros? Ou como é que se consegue ler as notícias e fazer comentários sobre elas quando se tem de trabalhar (ou, pelo menos, fingir)? “Ah, e tal, podes fazer isso quando chegas a casa. Vês as notícias e escreves, ou vais passear e fazer coisas interessantes e escreves.” Pois meus amigos, o meu problema é que quando eu saio do trabalho só me apetece dormir ou ficar que nem um vegetal em frente à TV. Às vezes lá concedo algum tempo a um passeio pelas lojas e/ou supermercados (uma pessoa tem de comer, não é?), a arrumar o quarto ou até, espantem-se, a cozinhar. Mas isso são raras excepções e ninguém está interessado em ler sobre isso.
Agora a sério, sinto-me um pouco frustrada com isto. Sinto-me a ficar velha com apenas 22 anos. Ainda há uns dias estive na conversa com a Natércia e praticamente só falámos de trabalho. Para ficarmos ainda mais parecidas com 2 velhotas amarguradas só faltou mesmo despejarmos a lista de doenças e maleitas, com reumatismos e cataratas pelo meio.


Devia fazer um esforço para animar este blog, mas estou meio sem ideias. A verdade é que a minha vida é colorida por pouco mais do que trabalho. Por falar nisso, tenho de ir trabalhar (como diz a minha “piruças” mais linda) “ôta vez”.