domingo, 30 de maio de 2010

E ao fim de 5 anos...

Hoje, mais exactamente por volta das 12:30 (penso não me estar a enganar muito), faz 5 anos que comecei a namorar com o André. Foi, como já sabem, uma coisa inesperada, mas que me/nos tem trazido muitas coisas boas e momentos muito felizes.

A quem lê este blog pode parecer que eu e o André só temos momentos lindos e apaixonados, nos quais trocamos palavras e gestos amorosos e carinhoso, como acontece nos filmes. É claro que isto não é verdade. Como qualquer casal que se conheça há tanto tempo (ou até há menos), temos as nossas divergências e as nossas discussões. Temos feitios um pouco diferentes que, por vezes, nos fazem discordar infinitamente um do outro. Cometemos erros e dizemos coisas que não sentimos; não somos perfeitos, tal como ninguém o é.

Durante muito tempo, cerca de 2 anos, talvez, fomos, de facto, um casal muito calminho, muito apaixonado e muito próximo. Nunca discutíamos e quem nos visse num café ou num jardim poderia pensar que tudo tinha começado nesse mesmo dia, tal era o “mel” que nos rodeava. Agora estamos mais maduros, a nossa relação já não é tão feita de sentimentos arrebatadores e incontidos, apesar de continuar a ser visível o quanto gostamos um do outro.

Contudo, uma das coisas que estes 5 anos me ensinaram foi a resolver todos estes problemas que vão, naturalmente, surgindo. Nós resolvemos as coisas falando, dizendo o que pensamos e o que sentimos. Isto faz, não só, com que o outro nos compreenda (ou, pelo menos, possa fazê-lo), mas também permite que o outro nos fique a conhecer um pouco melhor, o que irá ajudar a que, no futuro, evitemos cometer os mesmos erros.

Não somos o casal perfeito, longe disso. Mas aprendemos a viver com as nossas limitações. Esforçamo-nos para organizar a nossa vida, quando o pouco tempo que temos livre de trabalho e aulas tem de ser dividido entre nós e a família. Tentamos reinventar-nos, fazer coisas diferentes e surpreender o outro para que a relação não seja apenas mais uma rotina. Principalmente: aproveitamos o melhor possível o tempo que temos juntos.

Para provar que o que digo é verdade, aqui vão, em jeito de memória, alguns dos bons momentos que marcaram estes 5 anos:

- encontrões no meio das escadas que resolvem todo um conjunto de dilemas, trilemas e quadrilemas sobre “o que vai acontecer quando nos encontrarmos?”;

- coisas feitas às escondidas (no início, quando os papás ainda não sabiam de nada), o que chegou a implicar ficar a apanhar pó debaixo da cama, fechado num sótão ou até no meio da rua em pijama;

- surpresas em datas especiais, que incluem faixas pintadas em pátios de prédios, serenatas à janela, pessoas de t-shirt, caixas enormes cheias de prendas parvas e apresentações com fotos de infância;

- ir de férias com os amigos, dormir juntos pela primeira vez, passar noites inteiras a conversar e assistir a súbitos ataques de sonambulismo (“Não sei se consigo minha senhora, não sei se consigo”);

- ir de férias sozinhos e fazer “vidinha de casal”, cozinhar juntos e dividir tarefas domésticas;

- loucuras de vários tipos em jardins, ruas e outros locais públicos (inclui-se aqui: transporte de caixões e sustos a condutores desprevenidos, bem como qualquer outra coisa que se queiram lembrar);

- viagens prometidas ao Porto e a França que nunca chegaram a acontecer (porque é que isto é bom? O carro podia ter avariado, o avião podia ter caído e podíamos ter sido assaltados e/ou raptados. O mundo é um lugar perigoso, o que é que vocês pensam?);

- dizer que não ia a uma festa e depois aparecer, às escondidas, e dizer “Surpresa”;

- festas cheias de VIP’s em que se acaba pintado dos pés à cabeça, ou molhado, como numa certa festa da espuma;

- jantares e almoços em locais românticos (como o McDonald’s…);

- manhãs, tardes e noites maravilhosas, cheias de miminhos, beijinhos e muitas outras coisas boas (como ataques de cócegas…. Cutchi, cutchi, cutchi!).

Enfim, depois de toda esta racionalização de 5 anos de vida em (semi)conjunto (dissertação esta que, muito provavelmente, não interessa a ninguém) e de muitos momentos deixados para trás, por serem demasiado invasivos da privacidade alheia, todas estas linhas podem, de forma muito simples, resumir-se numa única palavra: AMO-TE.

Só desejo que estas cores, tão cheias de boas vibrações e bons sentimentos, durem mais uns anos na nossa vida.

2 comentários:

  1. Olá Nininha!
    Eu não podia ficar sem deixar um comentário a esta dedicação de amor.
    Tenho a dizer primeiro, que ainda bem que estava ao teu lado quando li este post pela primeira vez, pois assim assististe a minha reacção pura, genuína e bastante emocionada. Acho que "emoção" é a palavra certa para descrever o que sinto e senti quando o li.
    Antes de tudo, concordo contigo em tudo o que escreveste sobre nós.
    Ao fim destes 5 anos sinto que construímos uma relação linda, desprovida de complexos e recheada de ternura, compreensão, carinho, amizade, dedicação, paixão, cumplicidade e claro que na base disto tudo o imenso amor que sentimos um pelo outro contudo, temos as nossas divergências como todas as pessoas mas, ultrapassamo-las, como tu disseste e eu reitero isso, dizendo o que pesamos e sentimos.
    Tudo isto, contribui na minha opinião para que nos sintamos mais unidos e cumplicies para lutar contra as batalhas que a vida nos coloca no caminho.
    Amei todos os momentos que passei contigo ao longo desta meia dezena de anos.
    Amo-te Apaixonadamente Nininha.

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  2. Aaaaaaaaaaaaaaaaaah....ultrajante !!!

    A gozar comigo num post romântico...eu a pensar que era só coisas de vocemecês os dois, afinal !

    Eheheh...Muito lindinhos...Continuem lá, casem-se (mas façam um casório modesto, está bem? que isto anda complicado), tenham muitos filhotes, para eu os abençoar todos e ensinar as coisas da vida que só uma psicóloga sabe ensinar (gaba-te cesta!) e essas coisas todas.

    Mas antes disso...que venham mais dias na Aldeia do Mato! Com a mamoca da lulu ao léu, pelo meio...e com uma tipa que nao consegue trepar a piscina...e é preciso duas pessoas puxarem por ela.

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