quarta-feira, 29 de junho de 2011

Actualização

Ora, como quem é vivo (quase) sempre aparece, cá estou eu de novo para vos dar notícias da minha emocionante vida.

Nestes últimos tempos tem sido mestrado-casa-mestrado, por isso nem tenho escrito ou reflectido muito. Estudar para os exames também ocupou algum tempo e neurónios, por isso a coisa tem andado fraquita…. Mas agora estou livre de novo para pensar em temas interessantes, que vão gerar grande debate e aumentar exponencialmente o número de visitantes aqui do sítio! (ah ah ah, não me faças rir)

O primeiro ano de mestrado está, em princípio, terminado e com uma média bem jeitosinha, por isso não me posso queixar (já só me falta saber uma nota, por isso acho que posso estar optimista). Agora o objectivo é aproveitar o Verão, o sol e o tempo passado fechada entre 4 paredes de um edifício administrativo.

Pois é gente, comecei na semana passada o meu estágio de Verão e já aprendi um monte de coisas. Já passei umas horitas agradáveis a lamber papel e a olhar para tabelas enormes cheias de números (quem me manda a mim querer ser contabilista??) e aposto que isto não fica por aqui, até porque os trabalhos mais chatos vão sempre para os estagiários. O que vale é que ainda não comecei a tirar fotocópias e a organizar dossiers, mas isso parece que é trabalho de consultor fiscal (visto que era o que eu mais fazia há um ano atrás, hehe). Aqui o ambiente é agradável, as pessoas são muito simpáticas e disponíveis, por isso acho que é tudo uma questão de tempo até desemburrarmos e começarmos a fazer coisas verdadeiramente interessantes.

Quanto às coisas lá por casa, para quem ainda não sabe (deve ser muito pouca gente, porque eu sou uma chata com isto), tenho um cachorrinho novo!!! É o Beni e é uma coisa pequenina, linda, fofa, gorda, refilona e mal mandada. Mas tenho de lhe dar o desconto, porque o bicho só tem 2 meses, por isso é normal que faça mais asneiras. Além disso, tem o (mau) exemplo do pai (o Bento), que regressou à infância e tudo o que o pequeno faz, ele decide fazer também, mas 10 vezes pior (até porque tem 10 vezes o tamanho e força dele).
 
Como podem ver, a minha vida continua muito colorida. Só espero que o bom tempo não vá embora tão cedo, a ver se ao final da tarde ainda consigo apanhar um bronze, para ser eu a ganhar cor.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Acordo ou desacordo

Este tema é velho, antigo, chato e já cheira mal de tanto que foi discutido. Contudo, como eu não quero que este seja um blog exclusivamente de patetices, decidi dar a minha opinião sobre a maravilha que é o Acordo Ortográfico (AO). Cada vez que leio algo sobre o assunto fico com os nervos em franja, prontinha para matar quem teve a ideia de impor uma coisa destas. Pois, sou contra, muito contra!

Até compreendo que a língua portuguesa precisasse disto para evoluir, ou que Portugal possa beneficiar de uma maior aproximação à língua de outros países, mas algumas alterações parecem-me um bocado abusadas.

Portanto, não podemos escrever Egipto (agora é Egito, porque não se lê o P – eu leio, mas se calhar sou um ser à parte), mas podemos escrever egípcio… hum, parece simples de aprender. É um “fato” (de vestir?) que assim se poupam caracteres nas sms e no twitter, mas, debaixo do meu “teto” (que deve ser o marido da teta, desculpem a viragem para a ordinarice), o AO não entra tão cedo.

Eu, que sempre fui um pouco sensível a erros ortográficos, que me ferem os olhos de cada vez que os vejo, agora quase fico cega quando tento ler um jornal ou uma revista. É que não há condições! Tal como li num comentário a um outro post sobre este assunto, ler algo passou a ser um exercício de interpretação e não um mero prazer. Isto porque me deparo com maravilhas como “espetador” (que é aquilo que serve para espetar, certo? Ah, não? São as pessoas que assistem a “espetáculos”!) e frases como: “agora as pessoas tem” (em vez de têm) e “agarrar o cão pelo pelo”.

Sei que não sou a única a pensar assim, mas também sei que não há muito que possamos fazer para evitar esta mudança. É claro que podemos sempre armarmo-nos em Saramago e dizer que é uma coisa artística, mas a verdade é que daqui a uns tempos quem não escrever segundo o AO vai estar a escrever com erros. E isso será tão mau como aqueles que hoje atropelam a nossa língua (pelo menos aos olhos das criancinhas que hoje estão a aprender a ler e escrever).

O que me vale é que as cores da minha vida não precisam de acertos ortográficos, porque continuam bem escritas…

segunda-feira, 14 de março de 2011

Coisas à hora de dormir

Confesso que nunca percebi muito bem o stress de algumas personagens de filmes/séries em “obrigar” os homens a baixar a tampa da sanita. Até já vivi numa casa onde essa era uma das condições (ainda que meio na brincadeira) para que os rapazes lá pudessem passar a noite, mas nunca liguei muito a isso. No entanto, quando se vive com uma rapariga que mais parece um homem preguiçoso, começa-se a reparar neste tipo de coisas. Eu juro que a minha colega de casa deve ser um homem escondido (atrofiadinho de todo) num corpo de mulher. Senão vejamos:

- Adora deixar cabelos na banheira, incluindo depois de fazer a depilação (ou barba…)

- Recusa-se a lavar a loiça depois de a usar, chegando mesmo a guardá-la no quarto para não ouvir raspanetes por ter a loiça suja na cozinha

- Deixa a tampa da sanita levantada!!!

E pronto, para mim esta é a prova fulcral! Ela é um homem! E eu acho que me tornei mais mulher por finalmente isto me fazer alguma confusão quando entro na casa-de-banho.

Ai, as cores que me aparecem na vida quando não escrevo nada há séculos…