Hoje, mais exactamente por volta das 12:30 (penso não me estar a enganar muito), faz 5 anos que comecei a namorar com o André. Foi, como já sabem, uma coisa inesperada, mas que me/nos tem trazido muitas coisas boas e momentos muito felizes.
A quem lê este blog pode parecer que eu e o André só temos momentos lindos e apaixonados, nos quais trocamos palavras e gestos amorosos e carinhoso, como acontece nos filmes. É claro que isto não é verdade. Como qualquer casal que se conheça há tanto tempo (ou até há menos), temos as nossas divergências e as nossas discussões. Temos feitios um pouco diferentes que, por vezes, nos fazem discordar infinitamente um do outro. Cometemos erros e dizemos coisas que não sentimos; não somos perfeitos, tal como ninguém o é.
Durante muito tempo, cerca de 2 anos, talvez, fomos, de facto, um casal muito calminho, muito apaixonado e muito próximo. Nunca discutíamos e quem nos visse num café ou num jardim poderia pensar que tudo tinha começado nesse mesmo dia, tal era o “mel” que nos rodeava. Agora estamos mais maduros, a nossa relação já não é tão feita de sentimentos arrebatadores e incontidos, apesar de continuar a ser visível o quanto gostamos um do outro.
Contudo, uma das coisas que estes 5 anos me ensinaram foi a resolver todos estes problemas que vão, naturalmente, surgindo. Nós resolvemos as coisas falando, dizendo o que pensamos e o que sentimos. Isto faz, não só, com que o outro nos compreenda (ou, pelo menos, possa fazê-lo), mas também permite que o outro nos fique a conhecer um pouco melhor, o que irá ajudar a que, no futuro, evitemos cometer os mesmos erros.
Não somos o casal perfeito, longe disso. Mas aprendemos a viver com as nossas limitações. Esforçamo-nos para organizar a nossa vida, quando o pouco tempo que temos livre de trabalho e aulas tem de ser dividido entre nós e a família. Tentamos reinventar-nos, fazer coisas diferentes e surpreender o outro para que a relação não seja apenas mais uma rotina. Principalmente: aproveitamos o melhor possível o tempo que temos juntos.
Para provar que o que digo é verdade, aqui vão, em jeito de memória, alguns dos bons momentos que marcaram estes 5 anos:
- encontrões no meio das escadas que resolvem todo um conjunto de dilemas, trilemas e quadrilemas sobre “o que vai acontecer quando nos encontrarmos?”;
- coisas feitas às escondidas (no início, quando os papás ainda não sabiam de nada), o que chegou a implicar ficar a apanhar pó debaixo da cama, fechado num sótão ou até no meio da rua em pijama;
- surpresas em datas especiais, que incluem faixas pintadas em pátios de prédios, serenatas à janela, pessoas de t-shirt, caixas enormes cheias de prendas parvas e apresentações com fotos de infância;
- ir de férias com os amigos, dormir juntos pela primeira vez, passar noites inteiras a conversar e assistir a súbitos ataques de sonambulismo (“Não sei se consigo minha senhora, não sei se consigo”);
- ir de férias sozinhos e fazer “vidinha de casal”, cozinhar juntos e dividir tarefas domésticas;
- loucuras de vários tipos em jardins, ruas e outros locais públicos (inclui-se aqui: transporte de caixões e sustos a condutores desprevenidos, bem como qualquer outra coisa que se queiram lembrar);
- viagens prometidas ao Porto e a França que nunca chegaram a acontecer (porque é que isto é bom? O carro podia ter avariado, o avião podia ter caído e podíamos ter sido assaltados e/ou raptados. O mundo é um lugar perigoso, o que é que vocês pensam?);
- dizer que não ia a uma festa e depois aparecer, às escondidas, e dizer “Surpresa”;
- festas cheias de VIP’s em que se acaba pintado dos pés à cabeça, ou molhado, como numa certa festa da espuma;
- jantares e almoços em locais românticos (como o McDonald’s…);
- manhãs, tardes e noites maravilhosas, cheias de miminhos, beijinhos e muitas outras coisas boas (como ataques de cócegas…. Cutchi, cutchi, cutchi!).
Enfim, depois de toda esta racionalização de 5 anos de vida em (semi)conjunto (dissertação esta que, muito provavelmente, não interessa a ninguém) e de muitos momentos deixados para trás, por serem demasiado invasivos da privacidade alheia, todas estas linhas podem, de forma muito simples, resumir-se numa única palavra: AMO-TE.
Só desejo que estas cores, tão cheias de boas vibrações e bons sentimentos, durem mais uns anos na nossa vida.
domingo, 30 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
O meu blog
Eu gostava, mas gostava mesmo muito, que o meu blog não fosse a coisa fútil e pateta que é. Não era bem esta a minha ideia quando o criei e sempre pensei que iria conseguir transformá-lo em algo mais interessante. Por exemplo, um local para discutir temas da actualidade e mostrar o meu vasto conhecimento (cof, cof, cof… ai que me ia engasgando…) acerca do que se passa à minha volta. Sempre achei que este podia ser um sítio divertido, cheio de novidades e coisas giras, que as pessoas recomendassem umas às outras….
Pois bem, a realidade não é assim. E isso deixa-me triste! É como se tivesse criado um filho para ser um falhado.
Mas depois ponho-me a pensar: como é que uma pessoa que passa 9 ou 10 horas (no mínimo) enfiada num escritório, rodeada das mesmas pessoas todos os dias consegue ter uma vida emocionante para partilhar com os outros? Ou como é que se consegue ler as notícias e fazer comentários sobre elas quando se tem de trabalhar (ou, pelo menos, fingir)? “Ah, e tal, podes fazer isso quando chegas a casa. Vês as notícias e escreves, ou vais passear e fazer coisas interessantes e escreves.” Pois meus amigos, o meu problema é que quando eu saio do trabalho só me apetece dormir ou ficar que nem um vegetal em frente à TV. Às vezes lá concedo algum tempo a um passeio pelas lojas e/ou supermercados (uma pessoa tem de comer, não é?), a arrumar o quarto ou até, espantem-se, a cozinhar. Mas isso são raras excepções e ninguém está interessado em ler sobre isso.
Agora a sério, sinto-me um pouco frustrada com isto. Sinto-me a ficar velha com apenas 22 anos. Ainda há uns dias estive na conversa com a Natércia e praticamente só falámos de trabalho. Para ficarmos ainda mais parecidas com 2 velhotas amarguradas só faltou mesmo despejarmos a lista de doenças e maleitas, com reumatismos e cataratas pelo meio.
Devia fazer um esforço para animar este blog, mas estou meio sem ideias. A verdade é que a minha vida é colorida por pouco mais do que trabalho. Por falar nisso, tenho de ir trabalhar (como diz a minha “piruças” mais linda) “ôta vez”.
Pois bem, a realidade não é assim. E isso deixa-me triste! É como se tivesse criado um filho para ser um falhado.
Mas depois ponho-me a pensar: como é que uma pessoa que passa 9 ou 10 horas (no mínimo) enfiada num escritório, rodeada das mesmas pessoas todos os dias consegue ter uma vida emocionante para partilhar com os outros? Ou como é que se consegue ler as notícias e fazer comentários sobre elas quando se tem de trabalhar (ou, pelo menos, fingir)? “Ah, e tal, podes fazer isso quando chegas a casa. Vês as notícias e escreves, ou vais passear e fazer coisas interessantes e escreves.” Pois meus amigos, o meu problema é que quando eu saio do trabalho só me apetece dormir ou ficar que nem um vegetal em frente à TV. Às vezes lá concedo algum tempo a um passeio pelas lojas e/ou supermercados (uma pessoa tem de comer, não é?), a arrumar o quarto ou até, espantem-se, a cozinhar. Mas isso são raras excepções e ninguém está interessado em ler sobre isso.
Agora a sério, sinto-me um pouco frustrada com isto. Sinto-me a ficar velha com apenas 22 anos. Ainda há uns dias estive na conversa com a Natércia e praticamente só falámos de trabalho. Para ficarmos ainda mais parecidas com 2 velhotas amarguradas só faltou mesmo despejarmos a lista de doenças e maleitas, com reumatismos e cataratas pelo meio.
Devia fazer um esforço para animar este blog, mas estou meio sem ideias. A verdade é que a minha vida é colorida por pouco mais do que trabalho. Por falar nisso, tenho de ir trabalhar (como diz a minha “piruças” mais linda) “ôta vez”.
domingo, 16 de maio de 2010
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