segunda-feira, 17 de maio de 2010

O meu blog

Eu gostava, mas gostava mesmo muito, que o meu blog não fosse a coisa fútil e pateta que é. Não era bem esta a minha ideia quando o criei e sempre pensei que iria conseguir transformá-lo em algo mais interessante. Por exemplo, um local para discutir temas da actualidade e mostrar o meu vasto conhecimento (cof, cof, cof… ai que me ia engasgando…) acerca do que se passa à minha volta. Sempre achei que este podia ser um sítio divertido, cheio de novidades e coisas giras, que as pessoas recomendassem umas às outras….
Pois bem, a realidade não é assim. E isso deixa-me triste! É como se tivesse criado um filho para ser um falhado.
Mas depois ponho-me a pensar: como é que uma pessoa que passa 9 ou 10 horas (no mínimo) enfiada num escritório, rodeada das mesmas pessoas todos os dias consegue ter uma vida emocionante para partilhar com os outros? Ou como é que se consegue ler as notícias e fazer comentários sobre elas quando se tem de trabalhar (ou, pelo menos, fingir)? “Ah, e tal, podes fazer isso quando chegas a casa. Vês as notícias e escreves, ou vais passear e fazer coisas interessantes e escreves.” Pois meus amigos, o meu problema é que quando eu saio do trabalho só me apetece dormir ou ficar que nem um vegetal em frente à TV. Às vezes lá concedo algum tempo a um passeio pelas lojas e/ou supermercados (uma pessoa tem de comer, não é?), a arrumar o quarto ou até, espantem-se, a cozinhar. Mas isso são raras excepções e ninguém está interessado em ler sobre isso.
Agora a sério, sinto-me um pouco frustrada com isto. Sinto-me a ficar velha com apenas 22 anos. Ainda há uns dias estive na conversa com a Natércia e praticamente só falámos de trabalho. Para ficarmos ainda mais parecidas com 2 velhotas amarguradas só faltou mesmo despejarmos a lista de doenças e maleitas, com reumatismos e cataratas pelo meio.


Devia fazer um esforço para animar este blog, mas estou meio sem ideias. A verdade é que a minha vida é colorida por pouco mais do que trabalho. Por falar nisso, tenho de ir trabalhar (como diz a minha “piruças” mais linda) “ôta vez”.

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