quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Escrever é soltar a alma

Gosto muito de escrever. Mas de escrever no papel, com caneta e lápis, à moda antiga. Gosto de ver as palavras a aparecer com a minha letra estranha e nem sempre muito definida e legível.

Quando vejo folhas brancas só me dá vontade de as encher de frases, de coisas, às vezes nem sei bem de quê. Gosto tanto de escrever que tomo notas desnecessárias, sobre coisas que não me interessam ou que nunca mais vou usar. Até a maioria das coisas que aparecem aqui foram primeiro escritas num papel, provavelmente a parte de trás de uma folha já usada (eu sou muito poupadinha e todo o papel é precioso e vai parar à minha gaveta para ser usado mais tarde). É esse o caso deste post, que primeiro foi rascunhado à mão, a deixar fluir os pensamentos.

Só tenho pena de não ter mais jeito e mais imaginação para escrever coisas a sério. Quando era mais nova comecei 2 ou 3 “livros” que esperava um dia conseguir editar como os escritores verdadeiros, mas fiquei sempre pela vontade e pela esperança. A qualidade não era muita e os pretendentes a livros nunca foram terminados…

Acho que até podia pegar nisso agora, tentar acabar pelo menos um deles e tentar a minha sorte no mundo da literatura juvenil. O problema é que já não tenho a forma de pensar de uma adolescente, que foi o que me permitiu começar a escrever um diário (fictício, claro) de uma jovem de, se não me engano, 16 anos, com uma família fora do comum e os problemas típicos da idade: discussões com os pais, namorados, sexo e drogas. Este é um daqueles casos em que a experiência de vida é negativa, pois tira-nos a inocência que tínhamos antes e altera a nossa percepção do mundo. De qualquer forma, há tanto tempo que não olho para o texto que já nem sei em que ponto deixei a história.

Uma outra maluquice que me deu para fazer foi começar a reescrever as histórias infantis que todos conhecemos (Branca de Neve, Capuchinho Vermelho, Cinderela, etc) de uma forma mais actual e divertida. Por exemplo, a nossa querida Cinderela deixava de ir para o baile numa abóbora transformada em carruagem e passava a fazer a viagem num fantástico Ferrari. Este meu “projecto” eu até era capaz de continuar, mas não acredito que alguém aceitasse editá-lo…

Enfim, acho que vou ter de deixar o meu gosto pela escrita continuar a transparecer apenas neste meu espaço. Se, por acaso, alguém tiver curiosidade em ler algum dos meus (inacabados) trabalhos, é só dizer. Eu, entretanto, vou continuar a colorir a minha vida com as palavras de outros.