Uma vez que já me criticaram pelo facto do conteúdo do meu blog estar muito “down” e “depré”, decidi aproveitar o tempo que tenho para escrever sobre um assunto mais alegre: os meus bichinhos, o Tobias e o Bento. Só para vos mostrar que não sou uma pessoa assim tão negativa e amargurada, porque tenho coisas boas na minha vida que compensam as menos boas.
O meu lindo e (às vezes) simpático gato continua como sempre foi. Talvez só um pouco mais independente e teimoso, se é que isso é possível. De manhã ignora o meu pai quando ele sai, exigindo apenas umas festinhas no pescoço, porque sabe que não é ele quem lhe vai dar comida e soltar para poder brincar. Se a minha mãe dorme até mais tarde, desata a miar, para chamar a atenção, até que ela se levante e o solte. Caso seja fim-de-semana e/ou eu esteja em casa, é certinho que a primeira coisa que aquele gato faz é correr para a porta do meu quarto, saltar contra ela para a abrir e depois saltar para cima de mim, na cama, onde garante que eu acordei (porque lhe fiz uma festa ou o mandei embora). Depois disso ignora-me completamente, vira-me as costas e vai à vida dele. Depois o Tobias também continua com as suas maluqueiras durante o dia: tem alturas em que dorme ferradinho em qualquer sítio fofo e quente, normalmente a minha cama, o meu puff ou o sofá, de preferência com um cobertor em cima; tem também alturas em que só quer brincadeira e corre pela casa, enrola os tapetes todos por onde passa, salta para todas as coisas que tenham pontas penduradas, trepa para cima dos móveis mais altos e esconde-se em qualquer buraco até que alguém apareça à procura dele (convém referir que, para o Bias, “esconder” significa enfiar a cabeça num buraco ou atrás de qualquer coisa, mesmo que o resto do corpo esteja totalmente de fora. Ele dá o verdadeiro significado à expressão “gato escondido com o rabo de fora”).
Já o Bento é menos elitista (também não tem as mesmas possibilidades que o seu mano emprestado), mas nem por isso menos doidinho. Apesar de ser muito tímido ao início e quase ter medo de pessoas, rapidamente se habituou a nós e agora é absolutamente imparável. Como tem imenso espaço no quintal para correr e fazer asneiras, ele aproveita. Rói tudo o que apanha e não apanha, incluindo vasos de flores e as flores em si, tapetes (já destruiu o da entrada), ferramentas, facas de cozinha, sapatos e chinelos (não os roubou, eram velhos e a minha mãe deu-lhos), caixas de plástico, bocados de lenha, luvas, etc. Uma vez escavou o canteiro onde temos couves plantadas e arrancou uma, tendo-se divertido a destruí-la calmamente na relva. Sim, porque o Bento não gosta de esconder as asneiras que faz: tudo o que apanha ele leva para a relva, excepto um ou outro boneco que enterrou no canteiro das flores (devia ser uma espécie de compensação com a couve, não sei…). Ele é um cão muito fofinho, mas muito mal mandado, que nunca vem ter connosco quando o chamamos e que só faz o que lhe apetece, quando lhe apetece. Tem a mania de se agarrar às nossas pernas para as morder, gosta de enfiar o focinho no nosso rabo e de tentar morder “outras partes”, se vê alguém ajoelhado no chão fica louco e salta para cima da pessoa enquanto lhe morde os braços e não pode ir ao pé da lenha, porque deve haver lá algum cheiro que o deixa completamente alienado e irrequieto. É também muito comilão e guloso, principalmente depois da minha mãe o ter habituado a comer pão quentinho, acabado de vir da padaria, e rebuçados “Bola de Neve”.
Como seria de esperar, a relação entre estes dois bichos cheios de personalidade não podia ser pacífica. O Tobias sempre odiou cães e assim que se apercebeu que aquele estava lá em casa para ficar, passou 1 semana quase sem ir à rua, só para não ter de se cruzar com ele. Já o Bento adorou a ideia de ter um “brinquedo” que se mexe sozinho e sempre que vê o gato desata a correr atrás dele. É claro que o gato não reage da melhor forma, mesmo depois de passados 2 meses, e quando o cão se aproxima mais do que o devido assanha-se todo e tenta arranhar-lhe o focinho. Porém, eu acho que eles se adoram, porque andam sempre um atrás do outro, ainda que mantenham a distância de segurança. Tenho a certeza que daqui a uns tempos vou dar com os dois a dormir juntos ou algo assim. Por enquanto tenho de me contentar em ver o Tobias a subir para cima dos carros quando o Bento chega ou a esconder-se debaixo de qualquer coisa, enquanto o Bento fica doido e tenta imitá-lo (resta dizer que ele não é ágil o suficiente para saltar para cima de algo, e ainda bem, e é grande demais para caber nos sítios onde o gato se enfia, o que o deixa bastante chateado).
Como podem ver, as cores da minha vida têm estas duas pestes para as completar. E, garanto-vos, não é só a mim que eles dão cabo do juízo… né mor? =)
Tenho de concordar com o escreveste os teus bichinhos são uns brincalhões, mas tem personalidades bastante fortes, só fazem o que querem e são uns mimosos.
ResponderEliminarAinda tenho de deixar aqui dois testemunhos, o primeiro é que o senhor Tobias adora dormir em cima de mim quer em cima das minhas costas , quer em cima da minha barriga, mas isto sempre que visto uma camisola às riscas e o senhor Bento é um perigo para todos os homens, não só enfia o focinho no rabo de uma pessoa como também gosta de nos assustar parecendo que nos vai trincar, digamos, as partes baixas, fazendo-me apelida-lo de trinca tomates. Lololol!!!
Mas são muito divertidos os teus bichinhos.