segunda-feira, 1 de março de 2010

Esperanças falhadas

Esperava que, 6 meses depois de começar a trabalhar, o sentimento geral não fosse tão negativo. Depois de todo este tempo, eu esperava já me sentir mais útil ou, pelo menos, já saber como lidar com este sentimento de inutilidade. Ou então, o que também ajudava bastante, era já ter compreendido esta “ética subjacente” a tudo o que se faz nesta empresa. No entanto, o que me continua a acontecer é passar mais tempo sem nada para fazer do que a trabalhar, ao fim de 2 dias sem uma única tarefa ficar terrivelmente aborrecida e com vontade de sair disparada porta fora, enquanto todas as pessoas parecem olhar para mim com ar de gozo, tipo “Esta parva ainda não percebeu que não é assim que se deve comportar aqui dentro?”

Como tenho passado algum tempo a tentar organizar a minha caixa de e-mail, tenho visto muitos e-mails trocados durante a faculdade, acerca de trabalhos de grupo, pequenas alterações em slides, jantares, etc. Às vezes arrependo-me tanto da decisão que tomei para a minha vida… Quem é que me disse que com 21 anos eu sabia o que queria? Farto-me de pensar como seria a minha vida se estivesse a fazer o meu mestrado: teria certamente mais trabalho e menos dinheiro, mas teria também amizades mais verdadeiras e uma liberdade completamente diferente. Se ao menos as coisas aqui fossem ligeiramente diferentes, mais justas para quem é novo e com pessoas mais… pessoas.

Vocês que lêem o meu blog (se é que há alguém que tenha paciência para o fazer) devem achar que eu me tornei esquizofrénica: tanto tenho momentos de felicidade absoluta como fico completamente em baixo e incapaz de reagir. É assim que me sinto, não posso fazer nada. E só escrever me alivia um pouco mais.

São estas, meus amigos, (pelos vistos) as cores do mundo do trabalho.

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